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Perguntas e respostas 2 – Tenho dor. Por que o médico não receitou remédio?

Continuando nossa proposta de responder algumas das perguntas do Evento Desmistificando a Dor, aqui vai a da semana:

Tenho dor e depressão. O que me impede de tomar remédio?  Por que o médico não receitou remédio?
Nós não atendemos o paciente que fez essa pergunta, mas vamos lá, por que será que o médico que lhe viu não passou um remédio naquele dia?
Pode ser por diversos fatores, mas pensando em qualquer pessoa que algum dia passe por essa situação é interessante  entender que existem muitas contra-indicações ao uso dos anti-depressivos, dentre elas:
  • doenças cardíacas,
  • disfunções de glândulas (genitais, tireóide, etc.),
  • ser gestante ou lactante,
  • transtornos bipolares,
  • paciente convulsivante,
  • etc.
Cada contra-indicação estará relacionada com o momento da vida daquela pessoa, ou seja, quando ela procurou tratamento ela estava grávida? Amamentando? Tomava medicamento para o coração? E por aí vai…
Isso vale para qualquer remédio, não somente os anti-depressivos. Portanto, vai depender do histórico do paciente – e às vezes de seus familiares, para que o médico lhe receite ou não um fármaco. Sempre. A depressão é uma patologia que atinge os neurotransmissores responsáveis pelo funcionamento normal do cérebro. Os medicamentos antidepressivos aumentam a oferta de neurotransmissores e regulam o funcionamento do organismo.

 

Neurotransmissores – são substâncias que as células nervosas produzem para passar uma informação.
Saiba também que existem outras formas de tratar a depressão, que nem sempre envolvem medicamentos.
Durante a atividade física e a meditação, você aumenta o nível dos neurotransmissores que produzem uma sensação de relaxamento e bem-estar, ajudando a aliviar os sintomas de depressão e melhorando essa química do cérebro.
A terapia psicológica, por exemplo, ajuda a pessoa a se conscientizar dos fatores que estimulam sua depressão. O paciente mais fortalecido emocionalmente, pode lidar com as situações marcantes ou traumáticas, e superá-las.
Portanto, dependendo do grau de depressão, pode ser proposto diferentes tratamentos, ou tratamentos complementares, entre eles: psicoterapia, antidepressivos, atividade física, relaxamento ou meditação.
 

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

Dor/ coordenadores Fabiola Peixoto Minson, Mareia Carla Morete, Marco At1rélio Marangoni ; editoras Renata Dejtiar Waksman, Olga Guilhermina Dias Farah. — 1. ed. –Barueri, SP: Manole, 2015. — (Coleção manuais de especialização)

http://www.medicinanet.com.br/conteudos/revisoes/5850/antidepressivos.htm (Versão original publicada na obra Cordás TA, Moreno RA. Condutas em psiquiatria. Consulta rápida. Porto Alegre: Artmed; 2008.)

 

TEXTO

Camila Basso

Rafael T Duarte

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